A taxa de desocupação no Brasil atingiu o menor nível da série histórica da Pnad Contínua, ficando em 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025. Em comparação com o trimestre anterior, houve uma redução de 0,4 ponto percentual, enquanto em relação ao mesmo período de 2024 a queda foi de 0,9 ponto percentual, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No mesmo período, a população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o menor contingente da série. Houve uma queda de 7,2% em relação ao trimestre anterior e de 14,9% em comparação ao ano anterior.
Já a população ocupada alcançou o recorde da série histórica, chegando a 103,0 milhões de pessoas. Houve um aumento de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 1,1% na comparação anual, elevando o nível de ocupação para 59,0%, também recorde.
Brasil ainda tem 15 milhões de trabalhadores subutilizados
A taxa composta de subutilização chegou a 13,5%, o menor nível da série, com uma redução de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,7 ponto percentual em comparação ao mesmo trimestre de 2024. A população subutilizada foi estimada em 15,4 milhões de pessoas, o menor contingente desde dezembro de 2014.
O número de desalentados foi estimado em 2,6 milhões, o menor desde dezembro de 2015. O percentual de desalentados ficou em 2,3%, sem variação significativa no trimestre e com uma queda de 0,3 ponto percentual na comparação anual.
Desalentados têm menor índice desde 2015
No mercado formal, o número de empregados no setor privado atingiu o recorde da série, com estabilidade no trimestre. Entre os empregados com carteira assinada no setor privado, o total também foi recorde e apresentou uma alta de 2,6% em relação ao ano anterior.
O emprego no setor público alcançou o recorde da série histórica, assim como o número de trabalhadores por conta própria. Já os empregados sem carteira no setor privado apresentaram uma redução de 3,4% em comparação ao ano anterior.
Taxa de informalidade e rendimento
A taxa de informalidade ficou em 37,7% da população ocupada, representando 38,8 milhões de trabalhadores informais. O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.574, com aumento tanto no trimestre quanto no ano.
No trimestre de setembro a novembro de 2025, o contingente na força de trabalho foi estimado em 108,7 milhões de pessoas, sem variações significativas em relação aos períodos anteriores.
Na comparação com o trimestre anterior, houve aumento de ocupação apenas no grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, houve aumento em Transporte, armazenagem e correio e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com redução em Serviços domésticos.









