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domingo, dezembro 4, 2022

Fernando Trabach analisa cenário econômico e reajuste dos combustíveis

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Desde que o atual presidente da Petrobrás, Caio Mário Paes de Andrade, assumiu, em 28 de junho, o preço da gasolina já caiu quatro vezes e o do diesel, três. A maior queda foi de 7%, em setembro. Antes desse preço começar a cair, porém, a gasolina acumulava alta de 70,6% nos postos desde janeiro de 2019. Na avaliação do administrador de empresas Fernando Trabach Gomes Filho, o mês de março, quando a Petrobras chegou a anunciar um aumento de mais de 18% no combustível e de 25% no diesel, foi um dos momentos mais difíceis para os empresários brasileiros, principalmente os da área de transporte e transportadores autônomos.

“Passamos por uma desaceleração econômica causada no primeiro semestre pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o que impactou a oferta do produto e levou à valorização do preço do petróleo. O fato é que o aumento do preço dos combustíveis influencia diretamente toda a cadeia do setor de transportes, já que representa um custo muito alto, pode chegar até 60% sobre o faturamento”, afirma Fernando Trabach Filho

Ainda segundo Fernando Trabach, paralelamente às causas advindas do cenário econômico mundial, que inclui a alta dos juros globais, ameaçando a demanda pela commodity, no Brasil a alta dos combustíveis foi diretamente ocasionada pela equiparação dos preços da Petrobras aos do mercado internacional. “Muitos economistas e petroleiros apontaram o Preço de Paridade de Importação como o grande responsável pelo aumento dos combustíveis no Brasil”, explica o administrador.

Fernando Trabach Gomes Filho chama a atenção para o fato de que reajustes constantes no preço do combustível criam uma instabilidade na área comercial das empresas. “A economia brasileira é muito dependente do transporte rodoviário e, consequentemente, acaba sendo bastante afetada pelo aumento dos combustíveis. Tudo fica mais caro, principalmente a alimentação. É um efeito bola de neve”, ressalta Fernando.

O administrador e empresário observa, no entanto, que a queda dos preços nos últimos meses pode estar relacionada com o reequilíbrio de oferta e demanda para 2022. “É importante destacar, ainda, que a redução de impostos sobre combustíveis e a pressão do governo para a Petrobras diminuir os preços praticados nas refinarias foram efetivas para esse resultado”, conclui Fernando Trabach Filho.

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