Nesta segunda-feira (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou no Diário Oficial da União o registro do Columvi (glofitamabe), um medicamento desenvolvido pela Roche que se destina ao tratamento de um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, fundamental para o sistema imunológico do organismo.
O Columvi é indicado, em associação com gencitabina e oxaliplatina, para adultos que apresentem linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) que seja recidivante, ou seja, que retorna após tratamento, ou refratário, quando não responde às terapias iniciais.
Além disso, este produto biológico é recomendado para pacientes que não têm condições clínicas adequadas para realizar o transplante autólogo de células-tronco (TACT), um procedimento que utiliza células-tronco do próprio paciente na luta contra o linfoma.
A Anvisa ressaltou em sua nota que a introdução desse novo medicamento amplia as alternativas disponíveis para pacientes com câncer agressivo.
O comunicado destaca: “A aprovação do Columvi representa uma importante inovação terapêutica na oncologia hematológica, permitindo a disponibilidade no Brasil de um anticorpo biespecífico que redireciona o sistema imunológico contra as células tumorais”.
Doença
O linfoma difuso de grandes células B é uma forma agressiva e rapidamente progressiva de câncer hematológico.
Este subtipo é o mais prevalente entre os linfomas não-Hodgkin agressivos e é marcado por uma evolução clínica rápida e pela necessidade urgente de tratamentos eficazes, especialmente em casos recorrentes ou refratários, onde as opções para cura ou controle da doença são bastante limitadas.
A fabricante estima que anualmente cerca de 4 mil novos casos da doença sejam diagnosticados no Brasil.
Terapia
O Columvi é administrado por via intravenosa e pode ser aplicado sem a necessidade de internação do paciente.
A duração total do tratamento é estabelecida em aproximadamente 8,3 meses, com um total de 12 ciclos conforme os protocolos terapêuticos definidos.
A Roche também informou que um estudo clínico global publicado na revista científica The Lancet em novembro de 2024 demonstrou uma “redução de 41% no risco de morte em comparação aos métodos tradicionais”.
<p“Os resultados mostraram ainda que 50,3% dos participantes submetidos ao novo regime atingiram a remissão completa da doença, em contraste com apenas 22% do grupo controle. Além disso, houve uma diminuição de 63% no risco de progressão”, complementou a Roche.









