Na noite de segunda-feira (17), a Polícia Civil deteve um homem de 40 anos, suspeito de ter causado a morte de um morador de rua chamado David William Souza da Cunha, de 39 anos. O crime ocorreu em 11 de agosto, na cidade de Alvorada, situada na Região Metropolitana. O indivíduo foi encontrado na residência de um parente no mesmo município.
Conforme informações do delegado Edimar Machado, que atua na Delegacia de Homicídios de Alvorada, o detido possuía vários antecedentes e estava usando uma tornozeleira eletrônica, a qual ele havia rompido há alguns meses. Entretanto, o dispositivo ainda estava na casa onde foi localizado.
Interrogatório
No decorrer do interrogatório, o suspeito alegou não se recordar dos eventos ocorridos por estar sob efeito de substâncias entorpecentes. Contudo, as investigações apontaram que ele havia adquirido gasolina em um posto nas proximidades no dia do homicídio.
Além disso, o suspeito reconheceu ter conflitos anteriores com a vítima, mencionando que David teria estado envolvido na morte de um primo do acusado. No entanto, as apurações realizadas na época não indicaram qualquer ligação de David com o caso. O interrogatório também trouxe à tona desavenças mais recentes entre os dois.
O caso
A tragédia aconteceu durante a madrugada do dia 11 de agosto, quando David William Souza da Cunha estava dormindo próximo a uma parada de ônibus localizada na Avenida Presidente Getúlio Vargas, no Centro de Alvorada. Esse ponto está em frente a uma garagem que realiza o transporte municipal.
A investigação aponta que o suspeito é acusado de ter jogado gasolina sobre a vítima antes de incendiá-la. Moradores da área presenciaram a cena e acionaram os serviços de emergência, que levaram David para atendimento no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre.
No momento em que foi socorrido, seu estado era considerado grave. Infelizmente, ele faleceu na tarde da quarta-feira (12). Além disso, as investigações revelaram que antes do incêndio, David havia sido atingido por pedras. A Polícia Civil segue investigando o caso como homicídio qualificado.






