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Estreito de Ormuz: Epicentro da Tensão entre Irã, Israel e EUA

A tensão no Estreito de Ormuz permanece como um dos principais focos da crise envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, em meio ao aumento das hostilidades militares e ao agravamento das declarações entre Teerã e Washington.

No último dia 6, o recém-empossado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que os assassinatos de líderes militares iranianos não enfraquecerão as capacidades das forças armadas do país. Em sua comunicação, ele mencionou a morte do major-general Seyed Majid Khademi, que era chefe da inteligência da Guarda Revolucionária e sofreu um ataque aéreo em Teerã.

Em paralelo, Donald Trump renovou suas ameaças contra o Irã. Durante uma entrevista, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o país poderia ser “destruído em apenas uma noite” e reiterou o ultimato que se encerra na terça-feira (7).

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também intensificou seu discurso, afirmando que o Irã pode enfrentar o “maior número de ataques” até então. Além disso, o jornal The Wall Street Journal noticiou que as Forças Armadas americanas estão revisando listas de alvos potenciais, incluindo instalações relacionadas à energia no Irã.

“Ormuz jamais retomará status anterior”, afirma o Irã

No epicentro desse conflito está o Estreito de Ormuz. A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana declarou que a passagem “nunca mais será como antes”, especialmente para países como Estados Unidos e Israel.

As autoridades iranianas sustentam que as normas para a navegação pelo estreito devem ser estabelecidas em colaboração com Omã, sem a intervenção de potências externas. Essa região é vital por ser uma das principais vias globais de transporte de petróleo e gás.

A crise persiste apesar da diplomacia

<pNo âmbito diplomático, Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, rejeitou propostas atribuídas aos Estados Unidos para resolver a crise. Para o governo iraniano, tais condições seriam excessivas e irracionais.

Teerã apresentou demandas como compensações financeiras pelos danos ocasionados pelos ataques, a retirada incondicional de bases militares americanas da região e um fim definitivo das hostilidades, abrangendo os conflitos no Líbano e na Faixa de Gaza.

Em termos militares, Ibrahim Zulfiqari, porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, anunciou novos ataques direcionados a alvos associados a Israel e aos Estados Unidos no Oriente Médio. O Exército iraniano expressou sua intenção de fazer com que seus adversários sintam um “verdadeiro arrependimento” para evitar uma nova guerra no futuro.

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