3 de novembro de 2026
Economia

Avanços na segurança pública do RS com investimentos e redução histórica da criminalidade

O governo do Rio Grande do Sul, sob a liderança de Eduardo Leite e Luciano Zucco, inicia uma série de reportagens sobre a transição de governo, destacando avanços significativos em segurança pública e a redução histórica da criminalidade.

O governador Eduardo Leite e o governador eleito Luciano Zucco iniciam, a partir de hoje (3/11), uma série de reportagens que abordarão a transição de governo de forma transparente e colaborativa, com foco nas principais áreas de atuação, começando pela segurança pública.

Esses relatos atualizam a população sobre os avanços do Rio Grande do Sul nos últimos oito anos e fazem parte de um conjunto de iniciativas que inclui o lançamento do Portal da Transição, a entrega dos Livros de Transição e a realização de encontros temáticos a pedido do governo eleito.

Essas ações visam permitir que os cidadãos acompanhem a evolução do Estado, que enfrentou desafios significativos entre 2019 e 2026, como crises fiscais, a pandemia, estiagens e enchentes.

Apesar das dificuldades, o governo conseguiu quitar dívidas, manter os salários dos servidores em dia, realizar investimentos sem precedentes e atrair novos recursos, preparando o Rio Grande do Sul para um futuro promissor.

Na área de segurança pública, os resultados são expressivos. De acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, o RS tornou-se o segundo estado mais seguro do Brasil, subindo seis posições desde 2018. Nos últimos oito anos, os índices de criminalidade monitorados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) alcançaram os menores níveis desde 2010, e desde 2023, o Estado vive uma fase de segurança histórica.

Os homicídios dolosos, por exemplo, apresentaram uma redução de 44% entre 2019 e 2025, caindo de 1.860 para 1.037. Os crimes violentos letais e intencionais (CVLI) também diminuíram em 40%, de 2.158 para 1.299. Já os latrocínios tiveram uma queda expressiva de 57%, passando de 71 para 30, enquanto os feminicídios reduziram de 97 para 80, o que representa uma diminuição de 17%.

No que tange aos crimes patrimoniais, as ações estratégicas das forças de segurança resultaram em quedas significativas. De 2019 a 2025, o número de roubos de veículos caiu 84%, de 11.127 para 1.790. Os roubos a pedestres também tiveram uma redução notável, passando de 53.393 para 12.573, uma diminuição de 76%.

O Rio Grande do Sul se destaca ainda por registrar a menor taxa de roubos de celulares do Brasil pelo segundo ano consecutivo, conforme aponta o Anuário Brasileiro da Segurança Pública. Em 2025, a taxa foi de 21,7 por 100 mil habitantes, comparada a 27,9 no ano anterior. O Estado também teve a menor taxa de furtos de celulares, com 107 a cada 100 mil habitantes, em contraste com as taxas nacionais, que foram de 144,7 e 226,6, respectivamente.

A segurança pública foi uma prioridade para o governo Leite, que investiu mais de R$ 2,48 bilhões em obras e aquisição de equipamentos e viaturas ao longo de oito anos. Até 2026, está previsto um investimento adicional de R$ 475,9 milhões na área.

A redução da criminalidade e a melhoria na segurança foram impulsionadas pelo aumento do efetivo das forças de segurança, pela integração institucional e por investimentos em tecnologia e equipamentos. Desde 2019, foram incorporados 1.531 novos servidores à Brigada Militar, ao Instituto-Geral de Perícias, ao Corpo de Bombeiros Militar e à Polícia Civil.

Nas frotas, foram integradas 5.106 viaturas, 173 embarcações e dez aeronaves. Desde 2021, todos os novos veículos policiais têm proteção balística, com pelo menos uma viatura semiblindada disponível em cada um dos 497 municípios do Estado.

Aumento contínuo de investimentos

O governo do Estado tem se dedicado à ampliação da capacidade operacional e técnica das forças de segurança, investindo em viaturas modernas e equipamentos inovadores, como robôs de combate a incêndio, antidrones e câmeras corporais. Com R$ 112,9 milhões, a SSP está expandindo um sistema de radiocomunicação digital que atenderá 145 cidades até o final do ano.

Programa RS Seguro

O Programa RS Seguro, desde sua criação em 2019, tem promovido a integração de ações de segurança pública, priorizando áreas com maior vulnerabilidade socioeconômica e incidência de crimes violentos. O programa envolve todas as esferas do governo e do Sistema de Justiça Criminal para reduzir os índices de criminalidade.

Em 2025, o Estado recebeu o Prêmio Excelência em Competitividade 2025 pelo Centro de Liderança Pública, reconhecendo a eficácia do sistema de Gestão Estatística em Segurança Pública (GESeg) do RS Seguro, que oferece dados em tempo real para orientar políticas e estratégias de segurança.

Golpes virtuais

Com o aumento da criminalidade digital, foi criado, em 2025, o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, que investiga crimes virtuais e utiliza inteligência artificial para aprimorar as investigações, além de promover campanhas educativas para proteger a população.

Proteção das mulheres

A Secretaria da Mulher, criada em 2025, desenvolve ações para combater o feminicídio e proteger as mulheres. Em 10 de março de 2026, foi lançado o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres, com investimento de R$ 71 milhões para fortalecer a rede de proteção e qualificar políticas públicas.

O programa abrange quatro eixos: governança, acolhimento, capacitação e enfrentamento da violência, buscando ampliar a capacidade do Estado em atender mulheres em situação de risco.

O programa também prevê o aumento dos horários de atendimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) e a ampliação do Programa de Monitoramento do Agressor, que desde sua implantação em 2023, não registrou feminicídios entre as vítimas atendidas.

Com um investimento de R$ 26 milhões, o programa monitora agressores com tornozeleiras eletrônicas e oferece celulares com GPS às vítimas, permitindo rastreamento em tempo real.

Combate ao feminicídio

O Estado tem ampliado a rede de proteção às mulheres, aumentando o número de delegacias e suas horas de funcionamento, além de criar novas Salas das Margaridas e expandir as equipes da Patrulha Maria da Penha. O Programa de Monitoramento do Agressor se destaca por oferecer máxima proteção às vítimas.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) estabeleceu, em outubro, o Núcleo de Perícias em Feminicídio (Nupefem), que visa aprimorar a atuação nos casos de feminicídio, com a elaboração de protocolos específicos para as investigações.

A Secretaria da Mulher, por meio do Programa H – Masculinidades: Refletir para Transformar, busca promover a equidade de gênero e prevenir a violência contra as mulheres, realizando formações e capacitações para gestores e profissionais da rede de atendimento.

População carcerária

O controle da população carcerária é uma prioridade, com a gestão das unidades visando a redução da reincidência. Em 2026, o RS tinha mais de 57 mil detentos, com 113 casas prisionais.

A transição da gestão das unidades para a Polícia Penal foi concluída em junho de 2026, após décadas sob a responsabilidade da Brigada Militar.

Nova Cadeia Pública de Porto Alegre

Em setembro de 2025, foi concluída a requalificação da Cadeia Pública de Porto Alegre, que passou por uma transformação após anos de problemas estruturais e superlotação. Com um investimento de R$ 140,9 milhões, a nova estrutura conta com nove módulos de vivência, totalizando 1.884 vagas.

Investimentos em novas obras

O Estado tem promovido requalificações em diversas unidades prisionais, com investimentos que totalizam R$ 1,4 bilhão, resultando na criação de 11.626 novas vagas para reafirmar o compromisso com a segurança pública.

Aumento efetivo da Polícia Penal

Desde 2019, mais de 5.700 novos servidores foram nomeados para a Polícia Penal, com a maior formatura da história da instituição ocorrendo em junho de 2026, quando 651 novos servidores foram incorporados.

Nos últimos oito anos, o Estado implementou uma política de segurança que se baseia na gestão e monitoramento. O Programa RS Seguro e o Programa de Monitoramento do Agressor são exemplos de ações coordenadas que visam a redução da violência, com investimentos em tecnologia e infraestrutura para fortalecer a segurança pública.

Construir um Estado mais seguro é um esforço contínuo, com foco na modernização e valorização dos servidores, além de ações preventivas que atacam as causas da violência.