3 de novembro de 2026
Saúde

Pesquisa aponta que calor intenso pode resultar em 19 mil óbitos no Brasil nos próximos meses

Estimativa é do Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago. Mortes irão se concentrar, em sua grande maioria, no Sul Global O post Calor extremo deve causar 19 mil mortes no Brasil nos próximos meses, diz pesquisa apareceu primeiro em Agora RS.

Estudos indicam que o fenômeno El Niño pode resultar em 857 mil mortes globalmente devido ao calor extremo. Dentre esses, cerca de 373 mil mortes estão previstas para ocorrer nos próximos seis meses. No Brasil, estima-se que as fatalidades relacionadas ao calor ultrapassem a média histórica, somando aproximadamente 19 mil óbitos.

A projeção é elaborada pelo Climate Impact Lab da Universidade de Chicago, EUA. Segundo os especialistas, a maior parte das mortes atribuídas ao calor provocado pelo El Niño deve ocorrer no Sul Global. A análise abrange o período de seis meses, de outubro a março.

A Nigéria é esperada para apresentar o maior número de vítimas fatais, com uma estimativa de aproximadamente 56 mil mortes nesse intervalo.

A Índia ocupa a segunda posição na lista, com previsões apontando cerca de 55 mil mortes relacionadas ao calor, sendo que a maioria delas está prevista para março.

O Sudeste Asiático também se destaca como uma região vulnerável. Na Indonésia, estima-se que cerca de 29 mil vidas possam ser perdidas devido às altas temperaturas associadas ao El Niño.

Preparação dos países é essencial

Os pesquisadores da Universidade de Chicago recomendam que os governos concentrem esforços em ações emergenciais e estratégias de resiliência nas áreas mais afetadas. Essa preparação é crucial e pode evitar dezenas de milhares de mortes.

O Climate Impact Lab fornece uma base sólida e constantemente atualizada sobre medidas eficazes de adaptação que podem salvar vidas. Essas estratégias incluem desde sistemas de alerta precoce e ampliação do acesso à saúde até a implementação de centros de resfriamento e proteção para trabalhadores expostos ao calor.

Revisão das projeções

O número total estimado de mortes causadas pelo calor associado ao El Niño sofreu um aumento significativo em comparação com o relatório anterior apresentado em setembro. Esse crescimento é atribuído a dois fatores principais.

Primeiramente, a adição do mês de março à previsão possibilitou uma cobertura maior do fenômeno El Niño; em segundo lugar, os pesquisadores passaram a utilizar dados observados para os meses de agosto e setembro em vez de meras previsões. Ambos os meses apresentaram temperaturas muito superiores às expectativas iniciais.

De fato, agosto deste ano foi registrado como o mês mais quente da história, enquanto setembro foi o segundo setembro mais quente já documentado.

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