A Polícia Civil efetuou a prisão temporária de um policial militar nesta terça-feira (10) sob suspeita de envolvimento no desaparecimento de três membros de uma mesma família em Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre. A prisão é válida por 30 dias e contou com o apoio da Brigada Militar e do IGP (Instituto-Geral de Perícias).
A investigação considera a possibilidade de homicídio ou cárcere privado. Até o momento, as vítimas não foram encontradas e não foram divulgados detalhes sobre o motivo do crime.
O indivíduo detido é Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, policial militar de 48 anos lotada em Canoas.
A prisão foi confirmada pela Brigada Militar, que determinou o afastamento imediato do servidor de suas funções operacionais, em conformidade com a legislação. A Corregedoria-Geral da Brigada Militar está acompanhando o caso paralelamente às investigações da Polícia Civil. Até o momento, não há confirmação de outros envolvidos.
O que se sabe sobre o desaparecimento
Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro, quando mencionou em uma rede social ter se envolvido em um acidente de trânsito após retornar de Gramado, na Serra. A Polícia Civil constatou que não houve registro de acidente na área mencionada, levantando a hipótese de que a postagem foi uma tentativa de despistar seu desaparecimento.
Alertados por vizinhos, os pais de Silvana — Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos — saíram de casa no domingo (25) em busca dela. O casal foi até uma delegacia, mas a unidade estava fechada. Desde então, os dois também estão desaparecidos.
Imagens e relatos obtidos durante a investigação indicam que, na tarde daquele domingo, os idosos entraram em um carro com um motorista não identificado e desapareceram em seguida.
Silvana é filha única do casal e morava nas proximidades. Ela tem um filho de nove anos, que estava com o pai no fim de semana do desaparecimento. A família é proprietária de um pequeno mercado ao lado de sua residência, que permanece fechado desde o dia 25 de janeiro.
Polícia descarta sequestro
A Polícia Civil por ora descarta a possibilidade de sequestro, uma vez que não houve pedido de resgate. As principais linhas de investigação envolvem homicídio ou cárcere privado.
Um projétil de festim encontrado na residência da família foi recolhido para perícia. Apesar da análise inicial indicar que não está relacionado ao caso, a investigação técnica continua em andamento.
Um celular encontrado próximo à casa dos idosos foi apreendido e será periciado.
A polícia não divulgou detalhes das perícias já realizadas nem indicou se novas diligências estão programadas.
A equipe de reportagem está em busca de contato com a defesa do policial detido. O espaço está aberto para comentários adicionais.
O que diz a Polícia Civil
A Polícia Civil cumpriu mandados judiciais e deteve temporariamente um suspeito de envolvimento no desaparecimento de uma família em Cachoeirinha. A ação foi realizada em conjunto com a Brigada Militar e o Instituto-Geral de Perícias.
O que diz a Brigada Militar
NOTA À IMPRENSA
A Brigada Militar comunica que, na manhã desta terça-feira (10/2), a Polícia Civil e a Corregedoria-Geral da Brigada Militar efetuaram a prisão temporária de um policial militar, devido às investigações sobre o desaparecimento de três membros de uma família em Cachoeirinha.
As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil, enquanto a Corregedoria-Geral acompanha o caso.
Devido à prisão, o policial militar será afastado do serviço policial, seguindo as normas legais vigentes, e as próximas medidas internas serão tomadas após a conclusão das investigações.
No momento, não serão concedidas entrevistas, já que as investigações estão em andamento.
O conteúdo acima foi originalmente publicado no site Agora RS.









