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Programação especial em março na recém-inaugurada biblioteca comunitária do Centro da Juventude de Alvorada.

O governo do Estado* anunciou as primeiras atividades da nova biblioteca do CJ (Centro da Juventude) de Alvorada. Com uma programação cultural e formativa já a partir de março, o espaço ocupará o quarto andar do prédio e terá inauguração oficialmente em abril.

A implantação da biblioteca está a cargo do Instituto Caju e recebeu um investimento de R$ 710 mil. Os valores tiveram como destino a contratação de equipe, compra de mobiliário, aquisição do acervo de obras e realização de atividades de incentivo ao hábito da leitura. Estas serão extensivas também para a comunidade local.

“O objetivo é tornar o espaço coletivo, acolhedor e de compartilhamento entre alunos, colaboradores e famílias envolvidas no projeto, além de oportunizar o protagonismo a partir do conhecimento adquirido”, disse o Instituto Caju.

Biblioteca viva

Mais do que um espaço físico, a iniciativa nasce sob o conceito contemporâneo de “biblioteca viva”, uma proposta de inovação centrada nas pessoas e na comunidade. Ela compreende a biblioteca como plataforma de acesso à informação, de formação leitora, de letramento cultural, de construção autônoma de conhecimento, de desenvolvimento de competências culturais e de fortalecimento de vínculos comunitários.

“O modelo dialoga com experiências nacionais e internacionais de bibliotecas contemporâneas reconhecidas por sua capacidade de promover inclusão social, formação cidadã e dinamização cultural em territórios urbanos”, diz o comunicado.

Ao longo de 2026, haverá atividades gratuitas, culturais e educativas, destinadas prioritariamente aos jovens atendidos pelo CJ. Após, haverá abertura progressiva para famílias e demais públicos do território.

Pré-lançamento em março

Entre as primeiras ações previstas está a formação “Jovens protagonistas na mediação de clubes de leitura”, voltada à capacitação de jovens multiplicadores para atuação na biblioteca e em seus territórios. O curso, que ocorrerá de 3 a 5 de março, tem como objetivo formar agentes culturais capazes de implementar clubes de leitura, promover práticas de mediação literária e estimular processos coletivos de formação cidadã por meio da literatura.

A capacitação combina atividades presenciais e acompanhamento posterior, assegurando não apenas a qualificação inicial, mas a implementação prática dos clubes e a sustentabilidade das ações nos territórios. A metodologia prioriza escuta ativa, construção coletiva de saberes, protagonismo juvenil e fortalecimento de redes comunitárias, alinhando-se às diretrizes contemporâneas de políticas públicas de leitura, inclusão cultural e desenvolvimento social.

Ainda no mês de março, entre os dias 18 e 20, será realizada a oficina “Pedagogia dos Saraus: palavra, performance e poesia”, com encontros voltados à construção de performances poéticas a partir da palavra. Serão apresentados conceitos básicos para a organização de um sarau e oportunizado o contato com diversos autores da literatura negra, independente, marginal e periférica.

A atividade integra uma trilha formativa que se estenderá até o fim de 2026, estimulando a criação de saraus e o intercâmbio dos jovens do CJ Alvorada com movimentos de poesia oral do território. Após essa primeira oficina, serão realizadas, ao longo do ano, mais duas formações, intercaladas por sessões mensais de acompanhamento criativo para apoiar os jovens na organização e condução de seus próprios saraus.

Entre as ações previstas estão oficinas pedagógicas; saraus literários; oficinas de escrita criativa de mediação de leitura de narrativa, games e smartphones; clubes de leitura e encontros com escritores.

Prédio inaugurado em 2025

Inaugurado em março do ano passado, o prédio onde funciona o CJ de Alvorada, instituição vinculada à SJCDH, possui 1,4 mil m², divididos em quatro pavimentos. Localizado na rua Tupã, 65, no bairro Maria Regina, conta com 15 salas para aulas de gastronomia, informática, robótica, barbearia, fotografia, dança, artes marciais, atividades administrativas, gestão de redes sociais, empreendedorismo e educação financeira, entre outras.

Centros da Juventude

Os CJs fazem parte das ações do POD (Programa de Oportunidades e Direitos), de responsabilidade da SJCDH. A meta é criar práticas de prevenção para a população de 14 a 29 anos que vive em territórios de vulnerabilidade social e com altos índices de violência. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem seis Centros, localizados nos bairros Cruzeiro, Lomba do Pinheiro, Restinga e Rubem Berta, em Porto Alegre, além das unidades de Alvorada e Viamão.

Nesses espaços, o público tem acesso a atividades educacionais como cursos profissionalizantes e de idiomas, e reforço escolar. Os jovens têm a possibilidade de serem encaminhados para o mercado de trabalho, participarem de eventos culturais e esportivos e receberem acompanhamento psicossocial para eles e suas famílias. No CJ de Alvorada são atendidos, em média, 680 jovens por ano. Desde 2014, quando o POD foi criado, já foram atendidos mais de 37 mil jovens.

O POD foi instituído a partir da assinatura de contrato de empréstimo do governo do Estado com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Começou a ser implementado em 2015, e, em 2016, foram iniciados os atendimentos nos CJs. Desde 2022, após o término do recurso do BID, o programa é financiado pelo Tesouro do Estado. Mais informações sobre o CJ de Alvorada constam nas páginas do CJ no Instagram e no Facebook.

Sobre o Instituto Caju 

Responsável pela implantação da biblioteca, o Instituto Caju desenvolve projetos culturais e socioeducativos em todo o País, com o objetivo de integrar cultura, educação, sustentabilidade e participação comunitária. Até o momento são mais de 12 mil pessoas impactadas, 135 oficinas realizadas, 21 escolas atendidas e cerca de 30 mil visitantes em exposições e ações formativas.

O Instituto promove iniciativas que articulam música, literatura, artes visuais e educação ambiental em escolas, praças, bibliotecas e comunidades. A atuação inclui ainda a recuperação de 10 mil m² de área urbana e a transformação mensal de 14 toneladas de resíduos em solo fértil, reforçando a cultura como prática coletiva e sustentável.

Nos projetos voltados ao livro, à leitura e às bibliotecas, o Instituto trabalha em colaboração com parceiros responsáveis pela gestão e desenvolvimento de programas e equipamentos reconhecidos nacional e internacionalmente. Nestas, estão inclusas iniciativas do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo premiadas por editais como o Iberbibliotecas e por distinções como o Prêmio Jabuti.</

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