Em Santiago, localizada na região Central do Rio Grande do Sul, cerca de 6 mil residentes foram forçados a deixar suas casas em decorrência do granizo que atingiu a cidade. Este município é o mais impactado, concentrando 26.013 dos 51.112 indivíduos afetados pelos temporais que vêm assolando o estado desde a última sexta-feira (25).
Um novo relatório da Defesa Civil do estado revelou que já foram registradas 105 ocorrências em 94 cidades diferentes, com 81 delas reportando danos materiais ou humanos.
Quatro pessoas sofreram ferimentos durante os eventos climáticos. Dois desses incidentes ocorreram em Pontão, um em Alegrete e outro em Capão do Cipó. Até o momento, não há registros de mortes, desaparecidos ou investigações em curso sobre esse aspecto.
Além dos 6 mil desalojados, Santiago também conta com 13 desabrigados. Estima-se que aproximadamente 3 mil residências tenham sido danificadas, assim como 20 escolas e um estabelecimento de saúde na área.
Capão do Cipó apresenta números alarmantes, com 3.107 pessoas afetadas, das quais 120 estão desalojadas e 12 desabrigadas. Aproximadamente 500 casas sofreram danos, além de duas unidades de saúde e duas escolas que também foram atingidas, assim como seis prédios públicos e três obras de infraestrutura.
Em Santo Antônio das Missões, cerca de 3 mil pessoas foram impactadas por um vendaval. Alegrete contabiliza 2.011 indivíduos afetados pelo granizo, enquanto Almirante Tamandaré do Sul registra um total de 2.008 pessoas prejudicadas por ventos fortes.
No total no estado, são pelo menos 94 desabrigados e mais de 6 mil desalojados. O balanço atual indica danos em cerca de 5.224 residências, incluindo 209 que tiveram suas telhas removidas e outras 17 alagadas. Até agora, não foi relatada a destruição total de nenhuma casa.
Os estragos também afetam uma variedade de estabelecimentos: são pelo menos 32 instituições educacionais danificadas, seis unidades de saúde e 12 prédios públicos entre outros tipos de instalações.
Quase 149 mm de chuva em um dia
Enquanto as informações sobre os danos aumentavam, os dados meteorológicos indicavam chuvas intensas em várias regiões do estado.
Até as 6h30 da terça-feira, Augusto Pestana acumulou impressionantes 148,8 milímetros de chuva em apenas um período de 24 horas. Entre-Ijuís registrou 134,4 milímetros e Ibirubá alcançou a marca de 129 milímetros.
Outras localidades como Lagoa dos Três Cantos anotaram precipitações de 126,4 milímetros; Silveira Martins com 126,2 milímetros; e Cruz Alta com uma marca de 122,2 milímetros. São Pedro do Sul e Ijuí também registraram volumes significativos com ambos alcançando os 121,2 milímetros.
Em um intervalo menor de apenas seis horas, Augusto Pestana já acumulava um total de 84,4 milímetros; enquanto São Borja teve uma medida de 76 milímetros e Entre-Ijuís anotou ainda 72 milímetros.
Rajadas atingem até 96 km/h em São Borja
São Borja se destacou ao registrar uma rajada máxima de vento alcançando os impressionantes 96,1 km/h – a maior registrada entre as cidades listadas pela Defesa Civil até às primeiras horas da manhã.
Cerro Largo reportou rajadas chegando a 88,2 km/h; Ajuricaba chegou a registrar ventos a uma velocidade de até 81,7 km/h; Santo Ângelo também teve uma marca significativa com rajadas atingindo os 81 km/h; enquanto Quaraí alcançou os quase 80 km/h com ventos a exatamente 79,9 km/h.
Os efeitos desse fenômeno incluem granizo intenso, vendavais severos e chuvas torrenciais seguidas por inundações e deslizamentos de terra. O levantamento sobre os danos ainda é preliminar e continua sendo validado pelos órgãos competentes da Defesa Civil.






