O Zoológico de Sapucaia do Sul agora abriga 35 axolotes, uma espécie inédita em seus 63 anos de história. Esses animais foram resgatados em uma operação de combate ao tráfico de fauna e passaram por um período de quarentena antes de serem colocados em exposição.
O zoológico, administrado pelo governo do Estado através da Sema (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura), adaptou e construiu aquários específicos para receber esses animais oriundos do México. Os ambientes estão equipados com controle de iluminação e temperatura da água.
De acordo com a administração do parque, os axolotes não podem ser devolvidos à natureza e continuarão sob cuidados humanos. Placas informativas foram instaladas no recinto para conscientizar os visitantes sobre os impactos do tráfico de animais.
Apreensão ocorreu em restaurante
Os exemplares foram apreendidos no segundo semestre do ano passado em uma operação conjunta entre a Sema e a Dema. Um total de 74 axolotes estava sendo mantido ilegalmente em um restaurante em Porto Alegre.
Alguns dos animais foram destinados a instituições parceiras para pesquisa científica. Os 35 que permaneceram no zoológico estão recebendo cuidados específicos, incluindo aeração constante, filtragem adequada e troca parcial da água semanal. Eles são alimentados de três a quatro vezes por semana e a temperatura do ambiente é mantida em 24°C.
Espécie ameaçada
O axolote (Ambystoma mexicanum) é uma salamandra de água doce originária do México, que pode atingir até 30 centímetros. Diferentemente de outros anfíbios, mantém características larvais ao longo da vida e possui a capacidade de regenerar membros e órgãos, o que desperta interesse científico.
Classificado como criticamente ameaçado de extinção a nível global, o axolote é frequentemente alvo de tráfico. No Brasil, a legislação prevê multas e prisão para quem comercializar ou manter esses animais sem autorização.
A Sema recebe denúncias de crimes ambientais através do WhatsApp (51) 98593-1288 e do e-mail [email protected]. Fora do horário comercial, a população pode contatar a Patrulha Ambiental da Brigada Militar.
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