4 de novembro de 2026
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Agro do Rio Grande do Sul registra 4º melhor trimestre da história, mas queda nas exportações em relação a 2025

Imagem de lavoura de soja que utiliza bactérias inteligentes no solo. Foto: Divulgação Carnes bateram recorde no período, enquanto soja, fumo e produtos florestais puxaram a queda nas vendas externas. O post Agro gaúcho tem 4º maior trimestre da série, mas exporta menos que em 2025 apareceu primeiro em Agora RS.

No primeiro trimestre de 2026, as exportações do agronegócio gaúcho totalizaram US$ 3,2 bilhões, marcando o quarto maior valor já registrado nesse período, porém inferior ao resultado obtido no início de 2025. Essa diminuição foi de 3,8%, equivalente a uma perda de US$ 127,2 milhões.

As vendas externas do setor agropecuário representaram 72% do total das exportações do Rio Grande do Sul nesse trimestre. A queda nas exportações foi principalmente influenciada pelo complexo da soja, além de produtos relacionados ao fumo e itens florestais, conforme apontado pelo Boletim Indicadores do Agronegócio do RS, publicado pelo Departamento de Economia e Estatística.

Dentro do complexo da soja, a retração alcançou 27,2%, com a maior parte da diminuição relacionada à soja em grão. Essa queda decorreu da redução na oferta do produto após uma quebra na safra devido à estiagem enfrentada em 2025. No entanto, derivados como óleo e farelo apresentaram crescimento durante o período.

Os embarques de fumo e seus derivados caíram em 25,8%, motivados pela menor quantidade exportada, preços internacionais menos vantajosos e uma diminuição nas compras por parte da China. Quanto aos produtos florestais, a queda foi de 19,9%, concentrando-se em celulose e madeira, especialmente nas transações com os Estados Unidos.

Recorde nas carnes

Em contraposição ao cenário negativo observado em outros segmentos, o setor de carnes obteve um desempenho notável. As exportações atingiram US$ 743,1 milhões, representando um aumento de 22,4% em relação ao mesmo período de 2025 e estabelecendo um recorde histórico para este trimestre.

As vendas de carne suína aumentaram em impressionantes 49,6%, impulsionadas pelo crescimento na quantidade embarcada. Já a carne bovina registrou uma elevação de 44,8%, beneficiada por preços internacionais mais elevados.

Além disso, as exportações de animais vivos também alcançaram um marco histórico para um primeiro trimestre, com um crescimento significativo de 147,4% e cerca de 84 mil bovinos enviados ao exterior, principalmente para a Turquia. O setor de máquinas e implementos agrícolas também se destacou com um aumento de 24,2% nas vendas.

Novos destinos reduziram parte das perdas

A diversificação dos mercados ajudou a mitigar algumas das perdas observadas nos tradicionais destinos exportadores. As vendas para o Egito dispararam em 174,6%, sendo principalmente impulsionadas pela exportação de milho. Para as Filipinas, houve um crescimento expressivo de 158,2%, com destaque para a carne suína.

A União Europeia também elevou suas compras dos produtos agropecuários gaúchos em 18,2%. Por outro lado, as importações feitas por China e Vietnã apresentaram quedas significativas devido à menor demanda por soja em grão, fumo, trigo e farelo de soja.

Geração de empregos formais

Em termos de geração de empregos no estado gaúcho, o agronegócio foi responsável por 49,3% das novas vagas formais criadas no primeiro trimestre de 2026. O saldo totalizou 23.123 novos postos com carteira assinada após contabilizar 96.327 admissões e 73.204 desligamentos.

A agroindústria contribuiu com a criação de 15.137 novas vagas enquanto as atividades agropecuárias adicionaram 8.687 postos ao mercado. Na indústria dedicada ao abate e processamento de carnes, o número atingiu um recorde histórico com 72.461 vínculos ativos registrados em março.

O desempenho futuro dependerá da nova safra de soja prevista para entrar no mercado em 2026. A produção esperada é estimada em cerca de 18,3 milhões de toneladas—um aumento considerável de 34,6% comparado à temporada anterior.

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