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Ebola: OMS classifica risco na República Democrática do Congo como extremamente alto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reclassificou o risco relacionado ao surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC), passando de “alto” para “muito alto”. Este comunicado foi realizado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“O surto de ebola na RDC está se expandindo rapidamente. Anteriormente, o risco havia sido avaliado como alto em níveis nacional e regional, enquanto no âmbito global era considerado baixo”, afirmou durante seu discurso.

Tedros acrescentou: “Agora, nossa avaliação de risco foi alterada para muito alto a nível nacional, alto a nível regional e ainda baixo a nível global.”

Até o momento, a OMS registrou 82 casos confirmados de ebola na RDC, além de sete óbitos relacionados à doença. “Entretanto, sabemos que a epidemia é bem mais extensa. Existem quase 750 casos suspeitos e 177 mortes em investigação”, ressaltou o diretor-geral.

Na última quinta-feira (21), houve um “incidente de segurança” em um hospital da província de Ituri, onde tendas e suprimentos foram incendiados.

“É fundamental construir confiança nas comunidades para uma resposta eficaz ao surto; isso é uma das nossas principais prioridades”, concluiu Tedros.

Mais três casos registrados em Uganda

No último sábado (23), Uganda confirmou mais três casos de ebola, incluindo um profissional de saúde, um motorista e uma mulher que havia viajado da província de Ituri, na RDC.

Com essa atualização, a OMS agora contabiliza cinco casos confirmados em território ugandense. “Neste momento crítico no combate ao surto, é essencial que as autoridades mantenham vigilância rigorosa para controlar a disseminação do vírus”, comentou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“A OMS está colaborando estreitamente com o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, além de parceiros na RDC e em Uganda, para mitigar o surto, apoiar os afetados e assegurar uma resposta coordenada”, declarou Tedros.

De acordo com informações do Ministério da Saúde de Uganda, o motorista que testou positivo havia transportado o primeiro caso confirmado no país e está recebendo tratamento. O profissional de saúde também teve contato com o vírus ao atender o primeiro paciente confirmado e está sob cuidados médicos.

A mulher congolesa que contraiu o vírus reside na República Democrática do Congo. Ela entrou em Uganda apresentando sintomas abdominais leves. Após sua chegada, ela fez um voo fretado até Entebbe e procurou atendimento médico em Kampala no dia 10 deste mês.

“Ela foi inicialmente atendida e liberada em boas condições no dia 14 de maio antes de retornar à RDC. Posteriormente, o piloto da aeronave alertou as autoridades de saúde sobre seu estado, resultando em um acompanhamento mais detalhado pelas equipes responsáveis”, informou o ministério.

Apenas nesse momento foi coletada uma amostra dela, cujo resultado testou positivo para ebola.

“Todos os contatos relacionados ao caso foram identificados e estão sendo monitorados cuidadosamente pelas equipes responsáveis pela resposta”, concluiu a pasta ugandense em comunicado oficial.

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