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Hospitais de Porto Alegre lidam com alta demanda nas emergências

Na noite desta quinta-feira (2), as emergências dos principais hospitais de Porto Alegre enfrentaram um cenário de superlotação, impulsionado pelo aumento no número de atendimentos relacionados a síndromes respiratórias. Esse fenômeno é comum durante o inverno, quando a demanda por internações clínicas e atendimentos para adultos tende a crescer.

No Hospital Conceição, a situação era especialmente crítica no início da noite, com a emergência adulta recebendo 95 pacientes em apenas 51 leitos disponíveis, segundo dados atualizados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) às 20h. A UTI adulta estava saturada, com 55 dos 58 leitos ocupados, atingindo uma taxa de 95% de ocupação.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) anunciou que sua emergência entrou em um nível crítico e implementou um protocolo de atendimento restrito. Como resultado, somente casos extremamente graves serão admitidos, e os pacientes foram aconselhados a procurar outras unidades hospitalares.

Altas taxas de ocupação em outras emergências

Outras instituições de saúde também estão lidando com alta ocupação. O Hospital de Clínicas reportou uma taxa alarmante de 220% na emergência adulta, com 97 pacientes para apenas 44 leitos disponíveis.

A Santa Casa enfrentou uma ocupação de 193%, atendendo 54 pacientes em 28 leitos. Já o Hospital de Pronto Socorro (HPS) registrava uma taxa de 125%, com 25 pacientes distribuídos em 20 leitos.

No Hospital São Lucas da PUCRS, a emergência adulta estava atendendo apenas 12 pacientes. Essa unidade está operando sob um modelo de emergência referenciada devido a obras estruturais que devem ser concluídas até o final do ano.

Em toda Porto Alegre, os dados mostravam um total de 4.318 pacientes internados e uma disponibilidade operacional de 4.458 leitos, sendo que 541 estavam bloqueados. A taxa geral de ocupação nos hospitais era impressionante: 97%.

Internações relacionadas a doenças respiratórias

As internações por doenças respiratórias lideravam as estatísticas do painel municipal, contabilizando 391 pacientes. Em seguida estavam os casos oncológicos com 334 internações, psiquiátricas com 290, gastroenterológicas com 237 e infecções com 231 casos registrados.

Dentre os internados, 58% eram residentes em Porto Alegre e 42% provenientes de municípios vizinhos.

Nos atendimentos municipais, às 20h havia um total de 157 pedidos de internação; destes, 139 eram referentes a residentes da capital e 18 a pessoas vindas de fora.

A maior parte das solicitações dizia respeito a leitos para adultos, totalizando 119 pedidos. Havia ainda 33 solicitações na área psiquiátrica e cinco pediátricas.

Condições nos pronto atendimentos

A UPA Moacyr Scliar, localizada na zona norte da cidade, estava atendendo a um total de 54 pacientes: sendo que 49 estavam na enfermaria adulta e cinco na UTI adulta. Neste local, a ocupação era alarmante: alcançando um percentual de 318%.

O Pronto Atendimento Bom Jesus também apresentava sobrecarga significativa com uma taxa de ocupação de 208%, contendo três pacientes na enfermaria pediátrica além das internações adultas. No PA Lomba do Pinheiro, o cenário era semelhante: registrando uma ocupação de 175%, com doze adultos na enfermaria e dois na UTI.

No PACS (Pronto-Atendimento Cruzeiro do Sul), as condições não eram diferentes; continha uma carga elevada com vinte e quatro pacientes na enfermaria adulta e outros números significativos nas alas psiquiátrica e pediátrica.

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