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“O Beijo da Mulher Aranha: uma crítica que promete gerar debates e divergências”

Sejam todos bem-vindos! Que satisfação estar de volta. Desejo a todos um feliz Ano-novo! Vamos iniciar nosso calendário de filmes de 2026? Pegue sua bebida favorita, pois esse clima de verão pede algo refrescante. O assunto de hoje é o novo musical dirigido por Bill Condon, “O Beijo da Mulher Aranha” (Paris Filmes, 2025).

Nesta nova versão, Valentín (Diego Luna) é um preso político na Argentina dos anos 1980, compartilhando a cela com Molina (Tonatiuh), um ex-decorador de vitrines detido por atentado ao pudor. Molina, reconhecido como homossexual, começa a narrar para seu companheiro as histórias de seu musical favorito de Hollywood, um drama vívido e espetacular estrelado por sua atriz preferida, Ingrid Luna (Jennifer Lopez).

Costumo falar sobre expectativas, e acho que este é nosso maior inimigo (risos). Ao pesquisar sobre este filme para fazer o quadro DPZ no Cinema, percebi que me interessei por duas razões: ser um musical e ser dirigido por Bill Condon.

Confesso que não costumo me prender a nomes de diretores, mas Condon dirigiu um dos meus musicais favoritos, “DreamGirls” (DreamWorks/Paramount, 2006). Apesar de não gostar da atuação de Emma Watson, gostei muito do live action de “A Bela e a Fera” (Disney, 2017), o qual ele também dirigiu. Sem perceber, criei expectativas para este filme porque ele consegue manter o interesse até os créditos finais.

Gostei do filme? Eu diria que sim. Odiei o filme? Definitivamente não! É um musical fora do comum, e talvez por isso, ainda tenho dúvidas sobre meu gosto por ele. Às vezes, o diferente pode ser bom. Não é um musical como La La Land (Paris Filmes, 2016), em que as músicas surgem naturalmente para dar continuidade à trama.

O que me incomodou foi a falta de espontaneidade, a previsibilidade dos números musicais. Como acompanhamos Molina narrando sobre seu musical favorito, nós, espectadores, já sabemos “agora virá uma música”. Este filme retrata muito bem o sentimento de quem gosta de musicais: nos faz fugir da realidade, ver o mundo com outros olhos.

Os números musicais são visualmente deslumbrantes. O contraste entre a realidade dos personagens e os momentos vividos no refúgio colorido é marcante. Isso difere de “Wicked” (Universal Pictures), com sua grandiosidade exuberante, magnífica, enquanto “O Beijo da Mulher Aranha” consegue ser grandioso com simplicidade, o que chama a atenção. Como algo simples pode ser tão belo!

Dois pontos que não me agradaram tanto e que gostaria de rever no filme são Jennifer Lopez, uma grande artista inegável, mas a personagem fica em segundo plano em relação à JLo, e eu queria mais desenvolvimento dos personagens Valentín e Molina, queria me conectar mais com eles.

“O Beijo da Mulher Aranha” é um tipo clássico de musical: ou você ama ou odeia. Tem uma estrutura diferente, mas oferece tudo o que um grande musical precisa: notas altas, figurinos incríveis, muita dança, tudo com muita cor e alegria. O contraste entre realidade e ficção é interessante, mas senti falta de uma conexão maior com os personagens.

Se você é fã de musicais, vale a experiência. Pretendo assistir novamente e, provavelmente, terá seu lugar entre os bons filmes. Definitivamente não é uma obra que desagrada (Oi, “Cats”). E assim iniciamos nossas conversas sobre cinema em 2026. Até a próxima! Um abraço, Thi.

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