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Primeiro óbito por hantavírus é registrado em Minas Gerais em 2026

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou a primeira fatalidade causada por hantavírus no estado em 2023. O caso, que foi registrado em fevereiro e validado pela Fundação Ezequiel Dias, não está relacionado ao surto da doença que ocorreu em um cruzeiro no Oceano Atlântico.

A pasta revelou em comunicado que a vítima, um homem de 46 anos, residia em Carmo do Paranaíba, localizado na região do Alto Paranaíba, e tinha histórico de contato com roedores silvestres em áreas agrícolas. Além disso, a secretaria enfatizou que a variante de hantavírus presente no Brasil não é transmissível entre pessoas.

“Esse é um caso isolado e não possui ligação com outros registros da enfermidade”

No mesmo aviso, a Secretaria também mencionou que um segundo caso reportado como hantavírus no estado ainda não foi confirmado e que já fez uma solicitação ao Ministério da Saúde para corrigir a informação nos registros oficiais.

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Minas Gerais registrou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, resultando em dois óbitos. Em 2024, foram contabilizados sete casos confirmados, com quatro mortes associadas.

Entenda

A secretaria informou que a hantavirose é uma infecção viral aguda que no Brasil se apresenta predominantemente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão para seres humanos ocorre majoritariamente pela inalação de partículas provenientes da urina, fezes e saliva de roedores infectados.

“As infecções costumam acontecer principalmente em áreas rurais e estão frequentemente ligadas a atividades profissionais relacionadas à agricultura e ao contato com locais infestados por roedores.”

Os primeiros sintomas podem incluir febre, dores musculares, cefaleia, dor nas costas e dor abdominal. Em situações mais severas, a condição pode progredir para dificuldades respiratórias, tosse seca, aumento dos batimentos cardíacos e redução da pressão arterial.

Atualmente, não existe um tratamento específico para a hantavirose. A abordagem médica se concentra em medidas de suporte clínico conforme a avaliação do profissional de saúde.

Medidas de prevenção 

A Secretaria também sublinhou a relevância das medidas preventivas, especialmente nas áreas rurais. As principais recomendações incluem:

  • armazenar alimentos em recipientes fechados e protegidos contra roedores;
  • descartar lixo e entulhos adequadamente; manter os arredores das residências limpos e roçados;
  • não deixar ração animal exposta; remover diariamente restos alimentares dos animais domésticos;
  • evitar o cultivo próximo às moradias, garantindo uma distância mínima de 40 metros.

Outra sugestão é arejar os ambientes antes de entrar em locais fechados como paióis, galpões ou depósitos.

“Antes da limpeza desses locais, recomenda-se umedecer o chão com água e sabão para evitar varrer seco e diminuir o risco de suspensão das partículas no ar”, finalizou a secretaria.

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