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Vacinação contra a dengue é interrompida temporariamente pelo Ministério da Saúde

Nesta segunda-feira (8), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a interrupção da vacinação contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi comunicada em uma coletiva de imprensa.

Durante a declaração, Padilha mencionou que foram reportadas 42 reações adversas graves após a aplicação da vacina. Entre os casos, duas mortes foram registradas, mas até o momento não há evidências que comprovem a ligação entre esses óbitos e a vacina. A suspensão permanecerá em vigor até que as investigações sejam finalizadas.

As mortes envolvem uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos. Além destes, um outro caso considerado grave está sendo investigado; trata-se de uma mulher de 39 anos que necessitou de internação em UTI, mas já recebeu alta médica.

Atualização sobre a vacinação

Segundo informações do Butantan, no momento atual, os profissionais da saúde estavam recebendo a vacina. A imunização em massa havia sido realizada em três cidades: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). O Instituto assegurou que não foram observados casos significativos de reações adversas nessas localidades.

As reações adversas relatadas representam uma fração de 0,7% do total de aproximadamente 500 mil doses administradas. O Ministério da Saúde indicou que os casos que geraram preocupação correspondem a apenas 0,008% dos vacinados.

Em virtude da situação, os estados e municípios deverão interromper a vacinação enquanto as investigações estão em andamento. Padilha também afirmou que o governo irá solicitar aos estados que intensifiquem o monitoramento para identificar possíveis efeitos adversos.

Além disso, aqueles que receberam doses da vacina nos últimos 21 dias devem monitorar sua saúde. É fundamental estar alerta para sintomas como dor abdominal, febre e vômitos.

Comunicado do Butantan

O Instituto Butantan comunica que, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde e da Anvisa, a vacinação contra a dengue será suspensa temporariamente para uma revisão das estratégias vacinais.

No presente momento, os profissionais de saúde estavam sendo atendidos com as doses. Essa decisão é motivada por alguns relatos de reações adversas identificadas, sendo três delas consideradas graves entre cerca de 500 mil vacinados; estes eventos podem ou não estar relacionados à vacina. A iniciativa busca assegurar a segurança da população nas próximas fases da imunização.

O Instituto Butantan reafirma seu compromisso com a ciência e com a saúde pública e continuará colaborando com o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo todas as informações pertinentes sobre a vacina além de realizar novos estudos e acompanhar o processo de farmacovigilância dos vacinados. Vale destacar que a eficácia global da vacina foi determinada em 79,6% e 89% contra casos graves de dengue em pesquisa publicada em uma revista científica internacional. Nos municípios onde ocorreu vacinação em massa – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) – o monitoramento farmacovigilante revelou resultados positivos, sem relatos significativos de reações adversas na comunidade.

O Instituto Butantan manterá seu rigoroso trabalho na investigação sobre o uso da vacina para garantir que sua segurança seja confirmada. Assim que isso ocorrer, espera-se retomar a vacinação com plena confiança para todos atendidos pelo SUS. O Instituto reafirma sua dedicação em oferecer produtos seguros e eficazes no combate aos desafios da saúde pública brasileira através do SUS.

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