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O “Desfecho” que não vale a pena conferir nas telonas

Saudações a todos! Espero que estejam bem. Ah, o cinema… nem sempre é feito apenas de experiências agradáveis, certo? E ainda tem quem afirme que o Cinema Nacional só produz filmes de baixa qualidade! É interessante notar que, na nossa lista de 2026 dos “filmes que te ofendem”, não aparece nenhum título nacional. Então, pegue sua bebida favorita e vamos falar sobre “Os Estranhos: Capítulo Final” (Paris Filmes, 2026).

Na última parte desta trilogia, Maya se vê diante de novos desafios enquanto encerra seu confronto com os assassinos mascarados. Sinceramente, a sinopse desse filme é bastante simples e não oferece muito o que discutir.

Para ser justo, esse terceiro longa me ofendeu menos do que o segundo. Isso significa que é uma boa produção? Calma lá, não vamos exagerar! Se você perdeu nossa análise do capítulo anterior, clique aqui para conferir. Mesmo assim, está longe de ser um filme recomendável.

Como comentei com amigos, é preciso ter uma dose considerável de autoconfiança para adaptar um filme como o de 2008, com a produtora Lionsgate decidindo dividi-lo em três partes e afirmando “faremos algo muito superior”. Aqui temos um claro exemplo de uma produção que ignora a obra original em prol do lucro, repetindo a mesma narrativa por meio de três filmes. Isso demonstra uma falta enorme de humildade.

Essa prática não é exatamente uma novidade na indústria cinematográfica. Reimaginar obras que foram grandes sucessos em seus tempos é algo comum. Exemplos incluem “A Múmia” (1932 e 1999), “Twister” (1996 e 2024), “O Beijo da Mulher Aranha” (1985 e 2025) e “O Morro dos Ventos Uivantes” (1939, 1992, 2009, 2011 e 2026), entre muitos outros. No entanto, neste caso específico, conseguiram ultrapassar os limites de maneira negativa. É como se o diretor quisesse recriar “O Senhor dos Anéis” no gênero do terror.

Um “final épico” forçado

Agora vem a parte curiosa: o filme realmente tenta se desenvolver para oferecer um encerramento grandioso. Contudo, isso simplesmente não acontece! A trilha sonora busca criar momentos intensos para algo impactante. Mas quando chega à atuação e ao roteiro, tudo parece vazio. É uma experiência forçada.

Ah Thi, você pode estar exagerando! Mas estamos falando de uma personagem que no primeiro filme foi esfaqueada. No segundo, ela foge incessantemente dos assassinos e até luta com um javali gerado por computação gráfica. Agora no terceiro filme, para “justificar” (com muitas aspas) os ferimentos acumulados ao longo da trama, ela aparece apenas mancando. E ainda tem a maquiagem impecável, unhas bem feitas com esmalte dourado e cabelo bagunçado de forma intencional.

Sério mesmo que ela deseja se tornar uma final girl? Querida, você nunca alcançará o status de Sidney Prescott (franquia Pânico), Laurie Strode (Halloween) ou Brenda Meeks (Todo Mundo em Pânico).

Esses são apenas alguns exemplos das inconsistências apresentadas em “Capítulo Final”. Não chega nem a ser uma suspensão da descrença como no segundo filme; aqui ela é colocada como “a grande sobrevivente”. Os diálogos são excessivamente expositivos para revelar segredos da cidade, repletos de personagens descartáveis e constantes flashbacks para explicar eventos atuais. Uma produção claramente voltada para extorquir o público financeiramente.

Pagar ingresso é desperdício

Aqui vou contradizer um pouco minha postura habitual. Em nossas discussões anteriores, meu objetivo sempre foi instigar sua curiosidade sobre os filmes para debater depois. Não necessariamente esperando reflexões profundas sobre a vida; só queria saber sua opinião sobre o final de “Pânico 7”. Mas quanto a “Os Estranhos: Capítulo Final”, eu realmente sugiro que economizem seu dinheiro.

Não vale a pena gastar em cinema; talvez o primeiro filme garanta alguma curiosidade sobre como essa trilogia se desenrolaria; no entanto, os dois últimos? Melhor assistir em casa.

Categoricamente não se trata de uma homenagem ao original de 2008; foi feito apenas para levar as pessoas ao cinema três vezes sem oferecer diversão alguma. Para mim há filmes ruins que são divertidos pelo simples fato de entreter; mas essa trilogia? Nem isso conseguiu me proporcionar. Eu só torcia para que acabasse logo.

E o pior é imaginar que, daqui alguns anos, alguém possa querer refilmar essa história; mesmo sendo melhor feita terão um grande desafio pela frente para fazer as pessoas esquecerem esta trilogia decepcionante que mancha a reputação do original.

Bom pessoal, por aqui me despeço! Se alguém decidir ver este filme (não diga que não avisei), venha conversar comigo depois. Grande abraço! Thi.

O post “Capítulo Final”: um filme que não merece ser assistido nos cinemas apareceu primeiro em Agora RS.

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