A vigilância epidemiológica de Porto Alegre enfatiza a relevância da prevenção e dos cuidados pessoais durante as viagens no feriado da Páscoa, visando prevenir infecções pelo vírus da chikungunya. A transmissão da doença ocorre por meio da picada do mosquito Aedes aegypti.
No Brasil, há um aumento no número de casos suspeitos e confirmados de chikungunya, principalmente nas regiões Centro-Oeste, com ênfase em Mato Grosso do Sul e Goiás. Até o momento, Porto Alegre não registrou casos confirmados da doença em 2026, embora um caso esteja sob investigação e três tenham sido descartados.
Período de alta movimentação
A Páscoa é uma época em que se observa um volume significativo de viagens dentro do Rio Grande do Sul anualmente. Nesse mesmo período, há um aumento na circulação de cargas entre as áreas rurais do estado e o Centro-Oeste, impulsionado pela colheita e o transporte da soja, além do deslocamento de trabalhadores entre os estados brasileiros.
Diante da proliferação do mosquito Aedes aegypti em todo o país, é crucial que indivíduos que apresentem sintomas associados à chikungunya busquem atendimento médico imediatamente após o surgimento dos sinais. “É fundamental que os pacientes informem à equipe de saúde sobre viagens realizadas para áreas com casos confirmados ou suspeitos durante a consulta”, salienta a enfermeira Raquel Rosa, integrante da vigilância epidemiológica.
Cuidados com os sintomas
Os principais sinais da chikungunya incluem febre repentina e dor intensa nas articulações.
Raquel Rosa também faz um apelo aos profissionais de saúde para que notifiquem todas as suspeitas relacionadas a arboviroses – como dengue, zika e chikungunya – ao atender pacientes com sintomas compatíveis com essas doenças.
“Ao viajar, é essencial adotar medidas preventivas como a utilização de repelente. E ao voltar para casa, deve-se eliminar qualquer foco de água parada”, ressalta a enfermeira.
O alerta sobre a chikungunya em Porto Alegre destaca a importância da prevenção durante as viagens neste feriado.









